Stuttgart – Alemanha

Recentemente estive em Stuttgart para fazer uma pesquisa de campo a trabalho. Muito embora tenha sido minha primeira viagem na vida a “negócios” – o que confesso, me deixou um tanto ansiosa, somado fato de que não é todo dia que a gente viaja pra Europa com uma tarefa a cumprir – deu para aproveitar o tempo livre para conhecer essa simpática cidade no sul da Alemanha, mais precisamente no Estado de Baden-Württemberg, da qual é capital.

Bicicletário em Stuttgart

Bicicletário em Stuttgart

Iniciei minha jornada pegando um avião até Paris e lá fazendo conexão para Stuttgart. Quem procura uma viagem mais em conta mas sem prejuízo do mínimo de conforto (e não descarta os albergues nesta equação!) indico um excelente, limpo e bem decorado albergue chamado ALEX 30 Hostel (http://www.alex30-hostel.de/ – na Alexanderstrasse 30 D-70184 Stuttgart), onde fiquei nos primeiros dias da viagem, que foram por minha conta. O hostel fica apenas algumas quadras do buxixo da cidade, na Königstraße ou Königstrasse (vou substituir os ß por ss daqui em diante!) – a principal rua da cidade, dita a maior rua de pedestres em toda a Alemanha, com excelentes lojas – e disponibiliza até mesmo quartos privativos com banheiro e a reserva on-line é superfácil. Eu mesma solicitei uma reserva e no mesmo dia já tive resposta quanto à disponibilidade e confirmação das minhas diárias, que custam a partir de €23, o quarto dividido com 3 pessoas, como foi o meu caso, e (bom) café da manhã por €7. Vi famílias se hospedando lá, casais com filhos e tudo, o que já é um bom indicativo de que o hostel é bacana.

Königstraße

Königstraße

Começo dizendo que a minha viagem não foi planejada com antecedência, mas a infra-estrutura da cidade é tão boa que com um simples mapa, daqueles que tem nos hotéis em geral, qualquer pessoa que fala inglês consegue se localizar. Falando em inglês – sem querer fazer trocadilho – uma coisa que pude perceber é que, muito embora alguns locais tenham referências no idioma (até nas modernas máquinas automáticas para compra de tickets do metrô), se você precisar pedir ajuda para algum alemão terá que tentar mais de uma vez, pois, ao contrário do que eu pensava, a fluência deles em inglês é pouca e não é qualquer pessoa que conseguirá atende-lo prontamente, apesar da usual boa vontade (os alemães são sim bem simpáticos!).

E foi assim, com apenas um mapinha e algumas referências na internet pesquisadas horas antes do meu voo, que começou a minha viagem.

A primeira impressão já era esperada. Como uma boa cidade de primeiro mundo, as ruas são limpas, o povo é educado (não atravessa a rua no sinal vermelho, não buzina desnecessariamente, etc.), os jardins são bem cuidados, o metrô (Stuttgart Stadtbahn) é espetacular (na maioria do seu trajeto é a céu aberto, bonito, tem linhas para todos os lugares que você imaginar, dizendo exatamente o tempo que falta para o seu trem chegar) e, aí vem a surpresa agradável: o lugar é charmosíssimo! Existem incontáveis e aconchegantes cafés em que você pode sentar e apreciar o vai e vem das pessoas na rua, bares e restaurantes, por um preço mais acessível do que eu esperava encontrar, passando a sensação de que não se precisa ser absolutamente “abastado” para ter uma excelente de qualidade de vida lá. E o meu primeiro dia na cidade (com início às 17hrs da tarde…) se resumiu a uma volta pelas adjacências do hostel para sentir o clima de Stuttgart…

No meu segundo dia acordei razoavelmente cedo para ir ao museu da Mercedes Benz (www.mercedes-benz-museum.de  – na Mercedesstrasse 100, 70372 Stuttgart), um pouco afastado do centro, mas o metrô te leva até bem perto. No restante do caminho a pé até o museu, passei na frente do famoso estádio do Gottlieb-Daimler-Stadion, que sediou alguns jogos da Copa do Mundo de 2006 (nenhum do Brasil, para a sorte dos pagantes daquele ano…) e alguns minutos depois dou de cara com a entrada do museu. SENSACIONAL! A arquitetura do museu é totalmente futurística e a parte de fora é só o começo.

Museu da Mercedes Benz

Museu da Mercedes Benz

A visita ao museu demanda, pelo menos, duas horas, isso para aquelas pessoas que passam batidas de museu (no meu caso durou o dia todo…). E olha que ainda assim é bastante difícil não ficar impressionado com o local… o museu possui um acervo estupendo de carros, todos exibidos no contexto de uma história desde a criação do automóvel e do seu desenvolvimento até os dias atuais, relatada de uma forma interessante e dinâmica por um fone de ouvido que “identifica” as histórias de cada ambiente do museu (auto-guide) – isso é muito moderno para mim! Você começa a “rota” pegando um elevador que parece uma cápsula do tempo que te leva ao último andar do prédio (8o andar, se eu não me engano), a partir do qual você vai descendo até a saída. Cada andar tem uma galeria temática, com exposição de carros da Mercedes que marcaram épocas, estilos e pessoas. Ao fim, você é “levado” até uma loja de souvenires e um (excelente) restaurante do próprio museu, onde incrivelmente comi uma salada e um prato de massa “estilizado” por €15!

Ou seja, programa obrigatório de Stuttgart!

PS: Não fui ao museu da Porsche, que também fica nos arredores da cidade, mas, na falta de tempo, os próprios “nativos” recomendaram melhor o museu da Mercedes, já que o primeiro é tido como muito pequeno e com pouco acervo dos carros da empresa.

Fechei o dia passeando pelo parque próximo a estação de trem da cidade (Schlossgarten – algo como Jardim do Castelo), que é gi-gan-tes-co (nem cheguei até o final), com uma voltinha na Königstrasse e com um belo latte ao caminho do hostel! Um detalhe sobre a estação de trem (Deutsche Bahn) é que os trens te levam para praticamente todas as cidades da Alemanha e são muito confortáveis e ace$$íveis.

Fachada perto da Estação de Trem

Fachada perto da Estação de Trem

No dia seguinte, me mudei do albergue para um hotel localizado bem no centro da cidade e aproveitei para andar a Königstrasse de cabo a rabo, pois nos outros dias as lojas já estavam quase fechando (às 20hrs), o que me tomou praticamente o dia todo! Tem todas as lojas de marca e departamento que você possa imaginar, tudo muito tentador… apesar do trânsito de pessoas ser intenso, é uma rua bastante agradável de se passear, pois é muito ampla e em determinado ponto desemboca na Schlossplatz – algo como Praça do Castelo, onde se situa, adivinhem, o Altes Schloss (velho castelo)! O local vale algumas fotos.

No quarto dia, finalmente, fui ao que se prestava a viagem, ou seja, visitar uma pequena cidade no distrito de Tübingen (também situada em Baden-Württemberg), chamada Mössingen, que, na realidade, não tem mais do que 20 mil habitantes (só a Barra da Tijuca tinha 175 mil em 2000) e pouca coisa para ver, mas valeu pela desculpa de viajar de trem na Europa, que é sempre um máximo.

No quinto e último dia inteiro em Stuttgart, após pegar o metrô e fazer uma pequena caminhada por uma floresta e um campo de futebol (os alemães adoram), fui a Fernsehturm (Torre de TV, na Jahnstrasse, 120) com 217m de altura, construída nos anos 50, e que prometia a vista panorâmica de Stuttgart. No meu caso, porém, o tempo não colaborou e não consegui ver mais do que… nuvens. Mas, sem dúvida, é um ponto turístico interessante da cidade, que permite ao visitante desfrutar da vista em um restaurante que fica no topo da torre, tomando uma gelada e autêntica cerveja alemã!

Infelizmente não tive tempo de conhecer o Wilhelma, um dos maiores (senão o maior) jardim botânico e zoológico da Europa, que prometia vistas e fotos deslumbrantes da área dos jardins internos, apesar de um dos alemães que trabalhava no hostel onde que eu fiquei ter dito que não tinha nada demais no tal do zoológico.

Pessoalmente ficou a impressão de que bastam 5 dias cheios para conhecer Stuttgart – teria conhecido o Wilhelma se não tivesse ido a Mössingen – pois muito embora os guias que eu pude folhear antes de viajar fazerem referências a diversos monumentos, praças e outros locais que, para um turista, conhecê-los poderia parecer levar semanas, na realidade, ficam bem próximos, podendo deslocar-se de metrô ou até mesmo a pé de um local até outro, com exceção de alguns lugares específicos que, ao contrário, ficam mais distantes da cidade propriamente dita e que só valem a visita daqueles que tenham realmente interesse no local.

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